Nos meses de agosto e setembro, a Equipe Chapéu do Sol pesquisou as cinco Regiões Brasileiras em livros e sites na sala de informática, elaborando um material de base para organização do Festival Regional Brasileiro no Chapéu do Sol a ser realizado no sábado de 29 de setembro. Todos(as) os(as) professores(as) e estudantes se envolveram muito na concretização deste evento.
7) FESTIVAL REGIONAL
BRASILEIRO
7.1) Dança
Regiões Brasileiras
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Danças/ Ritmos
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Sul
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· Fandango (PR, RS) – o termo
Fandango designa uma série de danças populares -chamadas “marcas”. No Paraná,
os dançadores, executam as variadas coreografias: Anu, Andorinha, Chimarrita,
Tonta, Cana-verde, Caranguejo, Vilão de Lenço, Xarazinho, Xará Grande, Sabiá,
Marinheiro, etc. O acompanhamento musical é feito com duas violas, uma rabeca
e um pandeiro rústico, chamado adufo. As coreografias das “marcas”
paranaenses constam de rodas abertas ou fechadas, uma grande roda ou pequenas
rodas fileiras opostas, pares soltos e unidos. Os passos podem ser valsados,
arrastados, volteados, etc., entremeados de palmas e castanholar de dedos. O
sapateado vigoroso é feito somente pelos homens, enquanto as mulheres
arrastam os pés e dão volteios soltos. No Rio Grande do Sul, o Fandango
apresenta um conjunto de vinte e uma danças, com nomes próprios: Rancheiro,
Pericom, Maçarico, Pezinho, Balaio, Tirana-do-lenço, Quero-mana, Tatu, etc. O
acompanhamento musical é feito pelo acordeão, chamado “gaita”, e pelo violão.
A coreografia recebe nomes também distintos – “Passo de juntar”, “Passo de
marcha”, “Passo de recurso”, “Passo de valsa”, “Passo de rancheira”,
“Sapateio”, etc.
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Norte
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· Dança do Maçarico (AM) –
apresenta música saltitante com coro alegre e animado. Os dançarinos,
organizados aos pares, desenvolvem uma coreografia constituída por cinco
diferentes movimentos: “Charola”, “Roca-roca”, “Repini-co”, “Maçaricado” e
“Geléia de Mocotó”. Os pares, ora enlaçados ora soltos, dão passos corridos
para frente e para trás, de deslize laterais, volteios rápidos, rodopios
ligeiros, culminando com uma umbigada. A música é executada em sanfona ou
acordeão, viola, violão, rabeca, tambores pequenos pifanos.
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Centro-Oeste
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· Siriri (MT) - dança de pares soltos que se organizam em duas fileiras,
uma de homens e outra de mulheres. No meio delas ficam os músicos. O início é
dado com os homens cantando o “baixão”, acompanhados das palmas dos demais
participantes. A seguir um cantador “joga” uma quadra que é repetida por
todos. Neste momento um cavalheiro sai de sua fileira e se dirige à dama que
lhe fica à frente, fazendo-lhe reverência e voltando ao lugar inicial. A dama
o acompanha até o meio do caminho, quando então se dirige a outro cavalheiro
retorna também ao seu lugar inicial. Este cavalheiro repetirá a movimentação
do primeiro, e a dança assim prossegue até que todos os participantes tenham
feito este solo. Os passos não têm marcação rígida, isto é são
individualizados. O acompanhamento musical pode ser apenas rítmico, executado
em tambor e reco-reco; às vezes também apresenta instrumentos melódicos, como
a sanfona e a viola de cocho.
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Sudeste
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· Quadrilha (todos os Estados) - própria dos festejos juninos, a Quadrilha nasceu como
dança aristocrática, oriunda dos salões franceses, depois difundida por toda
a Europa. No Brasil foi introduzida como dança de salão que, por sua vez,
apropriada e adaptada pelo gosto popular. Para sua ocorrência é importante a
presença de um mestre “marcante” ou “marcador”, pois é quem determina as
figurações diversas que os dançadores desenvolvem. Observa-se a constância
das seguintes marcações: “Tour”, “En avant”, “Chez des dames”, “Chez des
Chevaliê”, “Cestinha de flor”, “Balancê”, “Caminho da roça”, “Olha a chuva”,
“Garranchê”, “Passeio”, “Coroa de flores”, “Coroa de espinhos” etc. No Rio de
Janeiro, em contexto urbano, apresenta transformações: surgem novas
figurações, o francês aportuguesado inexiste, o uso de gravações substitui a
música ao vivo, além do aspecto de competição, que sustenta os festivais de
quadrilha, promovidos por órgãos de turismo.
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Nordeste
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· Maculelê (BA) – bailado
guerreiro desenvolvido por homens, dançadores e cantadores, todos comandados
por um mestre, denominado “macota”. Os par-ticipantes usam um bastão de
madeira com cerca de 60 centímetros de comprimento. Os bastões são batidos
uns nos outros, em ritmo firme e compassado. Essas pancadas presidem toda a
dança, funcionando como marcadoras do pulso musical. A banda que anima o
grupo é composta por atabaques, pandeiros, às vezes violas de doze cordas. As
cantigas são puxadas pelo “macota” e respondidas pelo coro.
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7.2) Criação de Diálogo
Conversa entre representantes das cinco regiões do
Brasil.
Certo dia numa excursão turística
ao centro do país, se encontraram um gaúcho, um mineiro, um mato grossense , um nortista e um
nordestino. Conversaram muito durante a viagem e as conversas eram mais ou
menos assim:
-Ba tchê como aqui é quente!!-gaúcho
falou.
-Ocê não sabe como é lá em casa,
uma quentura. Mineiro afirmou.
-Pelo menos não ta chovendo como
em Cuiabá meu! Afirmou o Centro-Oestista.
O gaúcho se animou e deu
continuidade a prosa durante a excursão
e muito animado disse:
- Então, viventes de outros pagos
desse nosso Brasil, lá no Sul, como temos muitos coxilhas,
criamos muito gado e nosso meio de transporte no campo é o pingo. Em noite de fandango,
nos divertimos muito. Alçamos a perna e
dançamos com nosso bem-querer e
quando a fome aperta, preparamos um carreteiro
de charque que nos deixa repletos
de satisfação.
- Ó xente, pois muito me espanta, amigo gaúcho, cês comem gente é? Perguntou
o nordestino.
- Mas bah, tchê, claro que não, carreteiro
é uma comida feita com arroz e carne
salgada, parecida com essa tal de carne seca que tu comes. O charque é carne de gado
salgada. Uma tradição no Rio Grande. De sobremesa arroz doce e pé de moleque.
- Pois xente, num tô dizendo que
eles comem gente? Falou o nordestino.
O gaúcho então explicou: -Calma vivente, que
pé de moleque é rapadura com amendoim.
- Oxe, mas que tá dicífil de eu mais tu se entendê, heim ? Falou o nordestino.
O nortista então, resolveu participar da
conversa:
-
Meus amigos, lá no norte, somos de rocha. Pra não levar um farelo, nós vigiamos bem o que comemos
pra não dá uma de zé
ruela. Se quiser fazer m amigo
rapidinho, paga uma ai e umboibora, que tá feita a camaradagem. Dança pra nós é o maçarico. O bolo de mandioca é prato típico de nossa região.
- Lá na região centro-oeste, a gente resolve a nossa larica
é com bolinho de arroz feito no
capricho. Arroz- de- festa num embarrera, não, pega o beco. Bocó de fivela,
não arranja cacho, e muito menos filé pra dançar o Siriri. Falou o
representante da região.
- Pois lá
no sudeste, disse o paulista, nós tamo
atolado.
Mas é tanto trampo, que só de pensar dá vontade de ficar dormindo, uma correria só. O tempo é curto pra tricotá. E no trânsito então, só pé de breque. Chega a ser xarope. Comida típica mesmo já virou marmitex.
O gaúcho não se aguentou e
lascou:
- Quer dizer que vocês se
divertem vendo ladrão dançar? Sim, porque lá no Sul, quadrilha é um bando de
ladrão.
- Se avexe não, falou o nordestino, pra eles essa dança de quadrilha
veio lá dos salões da França.
O mineiro não pode conter a
indignação:
- É isso mesmo, ôces, acham que casadiquê nóis ia dançar com ladrão? Se enxergue homi.
O motorista do ônibus se perdeu
na estrada em Minas e o mineiro , que
conhecia a região resolveu ajudar:
-Olha “ocê” vai até o final da rua lá você vai
passar por um “quejim” e vai dá de
cara com esse lugar.
-Brigada.
Respondeu o motorista, sem entender o que era quejim. O mineiro então explicou:
- “quejim” conhecido como “balão”
e em outros lugares é conhecido como “rotatória” (em Goiânia).
Para evitar mais confusões, o
nordestino resolveu encerrar a conversa por hora.
- Antes que se dê um balaio de gato, mesmo assim, vou tentar me fazer entender. Em nossa região, quando alguém bate a caçoleta é um chororô só. A carne de
sol é o que nos dá sustança.
Também tem vatapá, acarajé e a cocada, um doce pra lá de bom, já que
existe muito coco em nossa região. Gostamos de dançar o maculelê um bailado guerreiro dançado por homens e cantadores
comandados pelo macota.
-Oxente terminamu Mainha,
comenta aê visse? Encerrando a
conversa um baiano.
A viagem tinha chagado ao fim.
Essa foi uma maneira que achamos
de mostrar que podemos nos comunicar até nas diferenças de sotaques pois é isso
é que dá a beleza ao nosso país.
Regiões Brasileiras
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Receita
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Sul
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Norte
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04 ovos
03 xícaras de açúcar 01 xícara de trigo 02 xícaras de mandioca (aipim) crua ralada (Ralo grosso, tipo batata palha) 01 pitada de sal 04 colheres (sopa) de manteiga 100g de coco ralado 01 copo de leite 01 colher (sopa) de Fermento em pó Modo de Preparo: Bata bem o açúcar e a manteiga, acrescente as gemas. Acrescente em seguida o coco ralado, a mandioca (aipim), o trigo e o fermento em pó dissolvido no leite. Bata mais um pouco e acrescente as claras batidas em neve. Assar em forno pré-aquecido, numa forma retângular untada e polvilhada com trigo. + ou – 40 min para assar. |
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Centro-Oeste
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uma xic de arroz cozido
3 ovos sal a gosto 1 cebola média ralada 1 maço de temperinho verde farinha até dar ponto (uma massa meio mole e cremosa). e é isso depois é só fritar em gordura quente. |
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Sudeste
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1 copo de óleo
1 copo de leite 1 colher (sopa) de sal 5 copos de polvilho azedo 2 copos de queijo ralado 3 ovos Modo de fazer Coloque o óleo, leite e sal em uma panela para ferver. Em uma tigela, despeje esse líquido quente sobre o polvilho. Amasse bem e coloque os ovos e o queijo, amassando novamente. Faça bolas com a massa e as coloque em uma assadeira untada com manteiga. Asse em forno quente até dourar. |
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Nordeste
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1
lata de leite condensado 1 medida (mesma da lata) de leite 2 pedaços de canela em pau 3 cravos-da-índia 1 coco fesco ralado MODO DE PREPARO:Numa panela, misture o leite condensado, o leite, a canela, os cravos e o coco. Leve ao fogo baixo por cerca de 15 minutos. Retire do fogo, deixe esfriar e leve à geladeira (se quiser, passe a mistura para um pote). |
7.5) Calendário Brasileiro de Festas Regionais
Mês
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Festa Regional
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Janeiro
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Festa do Bonfim (Nordeste)
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Fevereiro
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Festa dos Navegantes (Sul)
Festa de Iemanjá (Nordeste)
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Março
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Festa da Uva (Sul)
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Abril
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Festa do Divino Espírito Santo
(Centro-Oeste)
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Maio
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Vaquejada
(Nordeste)
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Junho
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Festival de Inverno (Brasília/DF)
Festa do Boi-Bumbá (Norte)
Festa Junina (Sudeste)
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Julho
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FORTAL – Maior Micareta do Brasil
(Nordeste)
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Agosto
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Festa
São Joaquim (Norte)
Festa
do Peão Boiadeiro (Sudeste)
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Setembro
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Festa
do Tucunaré (Norte)
Vaquejada
em Caruaru (Nordeste)
Semana
Farroupilha (Sul)
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Outubro
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Folia de Reis (Sudeste)
Círio de Nazaré (Norte)
Orktoberfest (Sul)
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Novembro
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MUNCHENFEST (Sul)
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Dezembro
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Natal Luz (Sul)
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